domingo, 2 de outubro de 2011

Câmara proíbe uso de sacola plástica na cidade de SP

A Câmara Municipal aprovou em 17/05/2011 a proibição do uso de sacolas plásticas na cidade de São Paulo.
A medida entra em vigor, se for sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), no dia 1º de janeiro de 2012.
Quem desrespeitar a regra poderá ser multado ou ter a licença comercial suspensa.
Polêmica, a matéria segue agora para sanção de Kassab, que já vetou uma proposta semelhante no passado. Dessa vez, porém, Kassab deve sancioná-la. “Somos favoráveis a esse projeto. O encaminhamento é pela aprovação”, disse Kassab, antes da votação na Câmara.
Na Câmara Municipal, o projeto de lei estava em tramitação desde 2007, mas só tomou corpo há duas semanas, quando foi encampado pelo vereador Roberto Tripoli (PV-SP), ambientalista e líder do governo na Casa.
Tripoli tentou organizar um consenso em torno do projeto, que teve 35 votos favoráveis, cinco contrários e 12 abstenções.
Com a aprovação, a maior cidade brasileira será a segunda capital do país depois de Belo Horizonte, a proibir as embalagens plásticas.
A proibição valerá para todo o comércio na capital paulista, não apenas para os supermercados.
Dois vereadores Aurélio Miguel (PR) e Francisco Chagas (PT) vão entrar na Justiça contra a lei.
Chagas é ligado aos trabalhadores do setor químico, que temem perder emprego com o fim das sacolas plásticas.
Na semana passada, os supermercados fecharam acordo com o governador Geraldo Alckmin para banir as sacolinhas plásticas até o final do ano no Estado. Esse acordo só vale para os supermercados e não previa punição para quem desrespeitar a regra.
Fonte: Folha.com
Comentário:
Tive conhecimento de que uma rede de supermercados oferece  a opção pela utilização das sacolinhas por R$ 0,20 a unidade.
Atitude contraditória. Se o Governador Alckmin assinou o protocolo de intenções para banir o uso de sacolinhas plásticas até o final de 2011, e a Câmara de São Paulo proibiu, entendemos que estas iniciativas acontecem em benefício do meio ambiente preservado.
Sendo assim não se justifica a cobrança das sacolinhas em supermercados, porque pagando ou não, o prejuízo ambiental será o mesmo.
Vendo pelo lado prático: A maioria das pessoas usam as sacolinhas de supermercado para acomodar lixo doméstico, e agora as substituirão por sacos de lixo comprados. Muda alguma coisa no destino aos lixões e aterros?
Poderíamos considerar a utilização da sacolinha fabricada com plástico oxi biodegradável, que  apesar de algumas opiniões contrárias, é a opção cujo material se degrada mais rapidamente.

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